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O presente documento responde ao pedido de parecer sobre a grafia dos novos elementos químicos acrescentados à tabela periódica, o 113, 115, 117 e 118, feito, em 22 de setembro de 2017, pela Sociedade Portuguesa de Química (SPQ).

Com a base no princípio fonético, a nova ortografia cria palavras que não existiam no sistema ortográfico português, por exemplo, o caso de receção, que tem sido a grafia oficial em Portugal, mas recepção também é aceite porque é pronunciada com p no Brasil.

Maiores dificuldades surgem quando existe variação dentro do mesmo espaço geográfico, quando o próprio falante tem dúvidas se pronuncia, ou não, a consoante.

Propõe-se a reposição do acento: em pára e quando entra em compostos separados por hífen (Base XV, 1.º) para não se confundir com a preposição para; em péla e pélo/pêlo para não se confundir com as contrações pela e pelo.

Nas formações com o prefixo re-, mesmo nos encontros de vogais iguais ou quando o segundo elemento inicia por h, não se emprega o hífen, como em reescrita (re-+escrita) ou reabilitar (re-+habilitar).

Segundo a nova ortografia, as locuções de qualquer tipo não são hifenizadas, o que, na verdade, não apresenta qualquer alteração relativamente ao texto de 1945. No entanto, quando se escreve «salvo algumas exceções consagradas pelo uso», consideramos que existe um descuido de redação, ponto que tem provocado ambiguidade e diferentes interpretações.

Os vocábulos iniciados por ântero, ínfero, íntero, látero, póstero e súpero não perdem a sua individualidade morfológica, e, por isso, devem unir-se por hífen ao elemento seguinte.

aljava

nome feminino
estojo para setas ou coldre, geralmente carregado ao ombro por meio de uma corda ou correia; carcás
Do árabe al-ja'abâ

in Dicionário da Língua Portuguesa [em revisão]. Lisboa: ACL, 2018

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